PaPos Nascentes - poéticos, psicoterapia, mentoria

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sexta-feira, agosto 31, 2012

UnB IDIOMAS OFERECE INOVADOR CURSO DE ESPERANTO

Dos 13 idiomas oferecidos pelo UnB Idiomas, a novidade fica por conta do Esperanto. Com sua proposta inovadora na comunicação internacional, o Esperanto permite ao aluno a oportunidade de conversar com falantes em mais de cem países nos cinco continentes. Outra novidade é que o Esperanto pode vir a ser ensinado nas escolas do País. O PL 6.262/2009, aprovado no Senado e em fase final de tramitação na Câmara dos Deputados propõe o ensino facultativo do Esperanto nas escolas de nível médio. Assim, a formação de professores ganha prioridade total e certamente deve atrair a atenção não só dos alunos de Letras, mas dos próprios professores de Línguas, que terão ampliadas suas oportunidades num mercado em franco crescimento, como o do ensino de idiomas.

Além de obter fluência no idioma, depois do terceiro semestre aqueles que o desejarem poderão treinar seu ensino com os próprios colegas. As matrículas podem ser feitas no próprio portal 

Saiba mais sobre o Esperanto e suas perspectivas lendo a entrevista de um dos professores do curso. 

Faça sua avaliação em www.esperanto-nas-escolas.org.br

quinta-feira, agosto 23, 2012

QUEM ESTOU SENDO

Pois é, gente. O papo continua.

Tendo tanto a perguntar e tão pouco a responder, venho sendo o Paulo Nascentes, dublê ou 'avatar' do Ser essencial que só suspeito que sou quando medito! Meditar é preciso, pois é como navegar o atemporal para atuar na terceira dimensão sem causar muito estrago. Krishnamurtianamente bastante cabreiro. Por que belas ideias acabam enclausuradas em instituições cristalizadas, como governos e igrejas, quem sabe até as recém-nascidas ONGD... Por quê? Eis uma pergunta... Tenho me movido no ensino de Esperanto, agora no UnB Idiomas <http://unbidiomas.net/index.php/cursos-sequenciais/esperanto>, também no Aikido (UnB... terceira idade... kkkk), na escola iniciática DEP, <www.depsique.org> ... E a vida segue, com a poesia possível, que ninguém é de ferro! Tem muito mais sobre o Paulo, mas que ainda desconheço. Como se vê, estou precisando medit... agir mais!

terça-feira, agosto 14, 2012

MATRÍCULAS ON LINE NO CURSO DE ESPERANTO NO UnB IDIOMAS

Já estão abertas as matrículas para o Curso de Esperanto do UnB Idiomas. Com 3 semestres num total de 180 horas, o Curso prioriza quem já é professor de línguas e deseja ensinar a Língua Internacional Esperanto. As matrículas podem ser feitas on-line, na própria página do UnB Idiomas:

http://unbidiomas.net/index.php/cursos-sequenciais/esperanto

Com a palavra o professor Josias Barboza:


A TV Supren da União Planetária, canal 2 da Net, está apresentando desde o dia 13 de agosto excelente matéria de divulgação do curso de Esperanto da Universidade de Brasília - UnB, no seu jornal Notícias Supren, nos horários de 7h, 12h, 19h e 22h30. O objetivo é convocar a população para a matrícula no curso de Esperanto, recém incorporado pelo UnB Idiomas aos outros 13 idiomas que já oferece.

Estão disponíveis os cartazes de divulgação do curso, que enviaremos aos esperantistas de Brasília para afixação nos locais que julguem de interesse. Para obter o cartaz em formato PDF envie uma mensagem para o Professor Josias Barboza: jofobo arroba hotmail ponto com

Participe ativamente nessa divulgação. Vamos consolidar a presença do Esperanto na UnB. Faltam só duas semanas para o início das aulas.
  
Assistam a TV Supren, canal 2 da Net, nos horários informados, telefonem ou enviem mensagem de apoio a essa iniciativa da UP: pauta@uniaoplanetaria.org.br  ou pelo telefone (61) 3368-1752, com Calebe ou Maíra.                        
                                                                  
Serviço: 
Pelo Youtube 
http://www.youtube.com/watch?v=uzwOmfUysQY&feature=youtu.be
 

quarta-feira, agosto 08, 2012

CURSO DE ESPERANTO NA UnB

Mora no DF ou Entorno? Gosta de aprender idiomas? Quer se comunicar com pessoas de todo o mundo sem a barreira do idioma? Fale Esperanto. Venha para o UnB Idiomas!
http://unbidiomas.net/index.php/cursos-sequenciais/esperanto

sexta-feira, julho 13, 2012

VÉU DA PROFECIA

aos deuses mesmo que etílicos
peço que o tempo se contraia
e aceite o beijo do profeta
no intelectual em sua pose...
     piedade pedi para o poeta
     ao descompactar o arquivo
                  - sem qualquer aviso - 
do ano dois mil e doze
resultado: uma lacraia
roeu-me a roupa e o véu de Maia.

SUNSUBIRE

ronde al fajro
aro da fratoj
gefratoj pripensas
lumon, vivon kaj amon
fajre, flamo
brile flavas
brulas klaras
vere ĉarmas
varme staras

nutro de l'fajro:
ĉia malpuraĵo,
reven' al harmonia
ekvilibro korpa, spirita
de ĉiu emocio nia

malvalidas
interkonsentoj inter
gepatroj, filoj, duonfiloj,
(eks)edz(ino), iu ajn kiu povu
malliberigi min en la tria dimensio

atentu viro kaj virino, knabo, knabino,
permesatas mia flugo
al mia propra destino 

quarta-feira, maio 16, 2012

EU QUERO, AMIGA!

a lentidão dos astros
ao percorrer o céu da tua pele
eu quero
a volúpia incandescente das lentas lavas
ao deslizar as vertentes do teu dorso
eu quero
a lascívia lenta e lassa de sol-posto
o escalar a colina dos teus cones
quero
a sinfonia calma − oco das grutas −
ao percutir o agogô macio dessa bunda
eu quero
mas sobretudo
a fúria de mil lobos
uivando em descontrole em teu regaço
eu quero
o calor borbulhado de altos-fornos
derretendo o aço dos gestos de equilíbrio
eu quero
o furor trepidante das borrascas incontidas
do teu ser inteiro
eu quero
e novamente
a lentidão dos astros
quero
a volúpia incandescente das lentas lavas
quero
a lascívia lenta e lassa de sol-posto
quero
a sinfonia calma a calma sintonia
do teu ser inteiro
quero
     e quero
          − e quero!

quinta-feira, abril 12, 2012

POEMA DO ESCREVER / POEMO PRI VERKADO



escrevo porque escuro
então clareio
escrevo porque não sei
então nomeio
escrevo porque oculto
na pele da noite
então escavo coço caço
palavras porção imagem
escrevo porque me instigas
com tuas leituras
novas torturas do expressar
escrevo porque me cura
a palavra e sua lavra e procura
escrevo porque me inventa
a invenção que teço
e me aconteço

autor do meu dizer disperso,
sombra sufocada em cada verso,
escrevo enfim porque tô a fim
de surpreender nas possíveis leituras
o porquê dessa libertação
me fazer mais escravo
do escrever
             com a fúria do me escavar
             com a febre de me encontrar



verkas mi pro mallumo
do mi lumas
verkas mi kial ne scias
do mi nomumas
verkas mi pro kaŝo
sub la nokta haŭto
do mi fosas gratas ĉasas
vortojn porcion imagon
verkas mi ĉar min vi instigas
per via legado
novajn esprim-torturojn
verkas mi ĉar min kuracas
la vorto sia esploro kaj kulturo
verkas mi ĉar inventas min
la invento al vi teksata
kaj mi okazas

aŭtoro de mia eldiro disa,
umbro sufokata en ĉiu verso,
verkas mi fine pro mia celo fina:
la surprizigo dum ebla legado
de la kialo de tiu libero
igi min pli sklava
de la verkado
         per la furiozo de mia disfoso
         per la troa febro de mia eltrovo
            

sábado, março 17, 2012

HISTORINHA INFANTIL




pinto peru passarinho
queriam ver perereca
mas esta muito sapeca
apertava o passarinho

e quanto mais apertava
mais gluglu peru fazia
pinto a cabeça esticava
e passarinho cantava
a mais linda melodia
perereca bem no fundo
gostava daquele trio:
vinha um suspiro profundo
na pele um bruta arrepio

perereca arrepiada
faz que pinto enterneça
peru bêbado olhava
pinto encostava a cabeça
no ombro da perereca
que beijava passarinho
o tempo ficando quente
a perereca suada
pede ao peru um golinho
daquela bebida encantada


- brincadeira assim tão boa
alegra o meu coração!
o pinto cabeça erguida
tinha virado pintão
perereca comovida
celebrou a união!

AGUARDANDO RESGATE

há uma luz aguardando resgate
e só você poderá fazê-lo
escondida como se num mundo à parte
aguarda tua ação amor e zelo

a luz desceu fundo nas camadas do teu corpo
e envia sinais e sintomas, hematoma e pus,
como se o espelho refletindo torto
viesse te lembrar: 'eu mesmo ali a pus'

fui soterrando e empurrando mais pra dentro
cristalizando numa dura crosta
mantendo-a separada e esquecida

cansado de sofrer regresso ao lar e ao centro
encontro alguma pérola onde só era ostra
e a luz reencontrada diz seu nome: vida!

MUIPO-OPIUM

muipo se olhava no espelho
não pra ajeitar os cabelos
queria jogar luz nos tornozelos
do ultravioleta ao infravermelho

mesmo tendo cheiro de jasmim
na papoula muipo tinha origem
devolvia enfim à pele seu cetim
alivia antigos males que a afligem

força do centro enfim se recobrava
e a luz central tímida brilhava
revigorando o que antes era ócio

do vício renascia para o viço
o desleixo transmutava-se em serviço:
começava a agir dinamizado o ópio?

SACANINHA

esquivo e safo
meu texto silencia não o grito, a dor:
e tangencia o ponto
fingindo-se abrangência

o texto se distancia
e se desvia da emergência
na hora da verdade
e se esquiva e se evade
e na fuga
largando sinais e pistas
espalha falsas palavras
semeia sinais trocados
mostra indícios camuflados

meu poema instaura círculos
e finge voltar ao início:

     - meu texto é safo e safado!

COM PAIXÃO EM TI

poesia antiga como o tempo
jorra antiga luz só pressentida
nos vislumbres que contemplo
no templo da alma adormecida

a luz na palavra e no exemplo
atravessa a sombra enegrecida
vergasta vendilhões no templo
e restaura a perfeição perdida

vence a caveira no alto calvário
acessa a luz e a verdade ensina
oferece ao beijo e ao tapa a outra face

cristifica-se na cruz solidário
expira e renovado ilumina:
mesmo sem ter morrido em quem renasce?

LUTAR COM PALAVRAS




lutar com palavras é a luta mais vã
 
ajeita o papel que a coisa tá preta

lá vem fogaréu lá vem labareda

prepara caneta pincel ou carvão

o alvo da seta, o teu coração


a seta, poema e leva carinho:

pássaro sem pena sem pouso sem ninho

o poema só acerta se me leva as penas:

só a duras penas que se é poeta


no poema lido a seta o ar o alvo

chego combalido chego são e salvo:

meio desnutrido desdentado e calvo


prefiro essa luta ao tal do divã

não fosse o poema de amasso com a musa

a mão boba na blusa... e eu já tava tantã!

ESCULTURA NO PAPEL

essa pouca cinza fria
(como dizia o Bandeira)
já foi brasa de fogueira
e esfolava e ardia

cinza é cor e cinza é pó
mas cinza vira cinzel
escultura no papel
acorde todo de dó

o poeta vê em si
a dor que sabe ser sua
e como um ator atua
revelando o que há em ti

tu finges não perceber
o aroma que te perfuma:
o que estava a te doer
dói em mim - que a dor é uma

mas a dor em fogo brando
já derrete é cinza fria
fica o longe te lembrando:
a dor que nos consumia
lá se foi pra não-sei-quando
quando virou poesia...

CUMPLICIDADE

de qualquer pouco de tinta
em qualquer espaço branco
escrevo e vejo o que pinta:
por mais que minta sou franco!

não que não diga o que sinta
não que não tenha um espanto
por mais que a verdade minta
mais dúvida ao leitor arranco

quanto mais ponha verdade
e diga tudo o que sinto
mais dúvida o leitor sente

ficção é inverdade?
o leitor sabe que minto!
se não sabe, ele é quem mente!

HORA DE DORMIR?

hora de dormir? então me deito me ajeito
me agito me agito levanto e faço xixi
hora de dormir? então hora de dor
hora de me agitar mijar mijar mugir

hora de dormir? então hora de vulcão
de coceiras de crateras de lavas de erupção
hora de dormir? de escavar de escrever
de coçar de esculpir de cuspir o poema fujão

hora de dormir hora de domar
o insabido desejo de voar
enfim sós alma inquieta

só mais um xixi...
te libero enfim, poeta!
hora de dormir! dormir! dormir!

DE LÍNGUA

a língua mostra a cara: não mostra o quanto esconde
o quanto ela mascara nem o quanto ela responde
a língua é maquiagem e camufla o pensamento
às vezes diz que é aragem quando sopra forte o vento

de neutra ela não tem nada: a língua a gente insufla
e quando se dá por achada é quando muito mais camufla
a língua de cabeça fria apronta cada maldade:
veste linda a ideologia como se fosse a verdade

na poesia ela encanta: canção melodia arpejo
se encontra outra no beijo a vida mesma se encanta
expande a chama o ardor sobe tudo se levanta

já tens amada o vigor do meu amor ereto
o beijo dela responde: logo logo te aquieto!
e a língua me invade a alma e nos acolhe na calma!

POSSE CARNAL

agora já na quarta folha
o poema faz beicinho...
o poeta tem escolha?
ou já tá bem caidinho?

às veze com saca-rolha
às vezes só com jeitinho
voa ao céu como uma bolha
de sabão meu... poeminho

rima se pode ajeitar
métrica deixa pra lá
o que vale é o conteúdo

bem casadinho com o ritmo
dele é preciso ser íntimo:
     - vai que é tua vai com tudo!

TRANSMUTA AÇÃO

poemas vêm não sei de onde
e atormentam como quê
sob a pele algum se esconde
e vai quem sabe aparecer

poesia é fio que não responde
e tenta ludibriar você:
se é leitor perdeu o bonde
se poeta só quer entender

o mistério assim continua:
o tema como a mulher nua
esconde-mostra seu tesouro

o que resulta é pura alquimia:
no cadinho da poesia
meu teu chumbo se faz ouro